Infelizmente, a tendência dos dias de hoje é estarmos num modo de corpo presente mas não saber como iniciar ou manter uma conversa. Aparentemente, num mundo virtual as pessoas tornam-se mais sociais do que cara-a-cara. A realidade que cai sobre os nossos dias é mesmo essa: estarmos reunidos fisicamente, mas não estarmos "conectados" uns com os outros, nem criarmos um esforço para que tal situação tenha um ponto de viragem.
No campo juvenil dos nossos tempos, vê-se uma enorme diferença de hábitos em comparação aos hábitos antigos. Adolescentes sentem necessidade de estar ligados às redes sociais de modo a ficarem informados sobre qualquer tipo de assunto, em tempo real. A dificuldade em estabelecer contacto com "seres vivos" é cada vez mais visível e, simultaneamente, mais admitida pelos mesmos.
Mas não é só nos jovens que tais situações ocorrem. Hoje em dia, até mesmo os pais sentem necessidade de estarem inseridos neste(s) meio(s) virtual(ais). Os mesmos são capazes de passarem as refeições a enviar mensagens ou a conferir e-mails, algo que deveria ser feito num tempo especialmente dedicado para essas acções, e não na hora em que, supostamente, a família dispõe para falar do seu dia-a-dia, dos seus problemas, ou simplesmente de assuntos aleatórios que podem ser do interesse comum familiar.
O mais interessante é que as crianças, realmente, sentem-se incomodadas com tal comportamento por parte dos progenitores, pois a falta de atenção torna-se evidente, e por isso, queixam-se.
É de opinião partilhada que, existe um confronto entre "Alone vs. Loneliness" que poderá ser bastante debatido, mas que, acima de tudo, é preciso contrariar um pouco o vício que as novas tecnologias, redes sociais e afins, estão a provocar nos tempos recentes, pois se virmos a situação numa perspectiva mais alargada, pouco tempo restará até a comunicação entre nós humanos, ser feita através de máquinas (tecnologias) e mera virtualidade.
Mariana Lima e Rita Pereira
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